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A acessibilidade é definida como o grau de facilidade com que se chega a um lugar. Para se medir este grau de facilidade é necessário ter em conta, não só a distância real, como também a distância-tempo e distância-custo. As acessibilidades são indispensáveis para a movimentação dos habitantes e facilitam o funcionamento das atividades económicas, desde a agricultura ao turismo.

Ao conceito de acessibilidade está associado o de mobilidade uma vez que proporciona a deslocação no espaço, de pessoas e bens. A mobilidade integra comportamentos, atividades económicas e organização de território. As condições e os comportamentos da mobilidade são influenciados pela dinâmica espacial das aglomerações urbanas e pelas localizações das atividades económicas e das habitações. Desta forma, traduz um fator determinante no desenvolvimento local.
No contexto de acessibilidades o transporte rodoviário assume relevância na circulação interna, estabelecendo e estimulando relações entre centro e periferia e garantindo a mobilidade da população. O relevo acidentado da ilha da Madeira foi, desde sempre, um grande obstáculo à mobilidade da população. Porém, nas duas últimas décadas, houve uma aposta na construção de novas infraestruturas rodoviárias, financiadas pelo Quadro Comunitário de Apoio, que vieram revolucionar as acessibilidades. Primeiro com a construção da Via Rápida (VR1) e depois com as várias ligações da Via Expresso (VE). Estas vias constituem a rede viária de 1º nível da ilha.
São estradas de boa qualidade que ligam a ilha quase na sua totalidade e que contam com inúmeros túneis. Desta forma, as distâncias foram drasticamente reduzidas, tornando-se mais rápida e segura a circulação automóvel, o que vem dar origem a mudanças na mobilidade e na organização do território, nomeadamente ao nível da distribuição da população.
A via rápida (VR1) é a mais importante destas rodovias da ilha, servindo três dos quatro concelhos abrangidos pela área de intervenção da ACAPORAMA: Câmara de Lobos, Santa Cruz e Machico.
De acordo com os resultados dos Censos 2011, os fluxos de entrada e saída de população, são mais preponderantes no município do Funchal, que por razões de trabalho ou estudo, a população que entra neste município representa cerca de 24,5% da população residente da RAM. Os movimentos de saída de população deste município representa apenas 6,6% dos residentes da RAM (o que corresponde a 10,1% da população do Município). Esse padrão é claramente visível no gráfico que representa o peso da população residente que trabalha em outro município, em que o Funchal apresenta a segunda menor taxa de pessoas que trabalham fora do município em que reside (a primeira é o Porto Santo, que está isolado geograficamente). O movimento de saída de população é preponderante em alguns municípios, como Santa Cruz e Câmara de Lobos, com fluxos equivalentes a 52,45% e 43,75% das respetivas populações residentes, o que é indicativo da existência de territórios satélite (evidenciado nos valores desse indicador para as Freguesias do Caniço, Quinta Grande e Câmara de Lobos).