• A Estratégia
    A Estratégia
  • As Parcerias
    As Parcerias

A identificação dos diferentes equipamentos e serviços de apoio à população é de extrema importância pois consiste em apoiar a tomada de decisão e elaboração de projetos no âmbito do planeamento do território, como por exemplo: cartas escolares, cartas sociais, de saúde, desportivas, de lazer, etc. contribuindo para uma melhor e mais eficaz compreensão da dinâmica territorial e demográfica da região (Direção Regional de Estatística da Madeira). A região está atualmente muito bem dotada em termos de equipamentos sociais, apesar de em alguns casos, estarem em fase de reajustamento dos serviços públicos associados, sobretudo reflexo da lógica de cortes de despesa e de concentração de recursos.

As condições de vida e de acesso aos serviços e bens universais têm vindo a beneficiar de melhorias, principalmente ao nível da saúde, da segurança social, do acesso ao desporto e das condições de conforto dos agregados domésticos.
No que respeita aos níveis de rendimento das famílias, a Região apresenta uma posição gradualmente mais favorável, quer no contexto nacional, quer na União Europeia.
Segundo o Inquérito aos Indicadores de Conforto das Famílias e no que respeita às condições básicas dos alojamentos: eletricidade, água canalizada e instalações sanitárias, registou-se uma melhoria generalizada no período.


Os indicadores obtidos em 2013 confirmam a evolução positiva do acesso às Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) pelas famílias na Região Autónoma da Madeira (RAM). Segundo os resultados do Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias realizado em 2013, do total de agregados familiares residentes na RAM com pelo menos um indivíduo com idade entre os 16 e os 74 anos, 66,1% têm computador em casa e 64,1% têm acesso à Internet.
A ligação através de banda larga para o acesso à Internet é indicada em 2013 por 63,8% das famílias (60,0% em 2012), confirmando-se a crescente aproximação entre os indicadores de acesso à Internet e de acesso a banda larga. No sector da saúde verificaram-se, nos últimos anos, algumas melhorias importantes em diversas áreas, nomeadamente ao nível de equipamentos, de serviços, de recursos humanos e da acessibilidade.
Atendendo às estimativas intercensitárias da população residente, aferidas aos resultados definitivos dos Censos 2001, o número de médicos por cada 10 000 habitantes apresenta um crescimento acentuado nos últimos anos, de 20, em 2001, passou a 28 médicos por cada 10 000 habitantes, em 2010.
Em termos de grau e tipo de dificuldades na realização de atividades diárias, cerca de 16,0% da população residente com 5 ou mais anos de idade na RAM, declarou ter muita dificuldade, ou não conseguir realizar, pelo menos, uma das 6 atividades diárias (ver, ouvir, andar, memória/concentração, tomar banho/vestir-se, compreender/fazer-se entender). A percentagem de mulheres nesta situação é superior à dos homens, respetivamente 18,7% e 13,0%.
A região da Madeira tem uma menor percentagem da população que revela dificuldades na realização das atividades diárias, quando comparada com a média nacional, que é de 17,8%. Na população idosa, a percentagem com dificuldade na realização de pelo menos uma das atividades diárias sobe para os 51,4% e situa-se acima da média nacional, 49,5%. A dificuldade em andar é a principal limitação manifestada pela população.
Em termos de caracterização da população idosa, verifica-se que uma 46% da população residente com idade igual ou superior a 65 anos, vive só ou com pessoas da mesma faixa etária, sendo esse valor inferior à média Portuguesa que ronda os 60%.
Um outro indicador de interesse para a qualidade de vida das populações, é a acessibilidade a cadeira de rodas a edifícios e alojamentos. De acordo com os censos 2011, do total de edifícios recenseados na região da Madeira, 35,4% têm a entrada acessível a pessoas com mobilidade através de cadeira de rodas, valor inferior ao obtido para o total nacional (40,8%).
Porto Santo (65,0%) e Santa Cruz (49,8%) destacam-se como os municípios com os edifícios mais acessíveis. Em contrapartida, São Vicente, Ribeira Brava, e Câmara de Lobos, com valores inferiores a 25,0%, são os municípios onde a proporção de edifícios acessíveis é mais baixa.
Relativamente à acessibilidade dentro do edifício, a proporção de edifícios que permite a circulação em cadeira de rodas até ao alojamento é de 51,8% na região da Madeira. Neste indicador, Santa Cruz (68,4%) destaca-se como o município com os alojamentos mais acessíveis. Na posição oposta, Santana com 9,7%, regista a menor acessibilidade aos alojamentos.