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A população idosa ocupa cada vez mais um papel fundamental na estrutura da sociedade: a diminuição da taxa de mortalidade, o aumento da esperança média de vida e o declínio da fecundidade que, consequentemente provoca uma alteração e inversão da pirâmide das idades: redução relativa na base e aumento da importância relativa dos mais idosos.
Os serviços básicos disponíveis para a população deverão acompanhar essa tendência, adaptando-se por um lado a promoção de iniciativas de incentivo ao envelhecimento ativo e por outro, à natalidade, o apoio aos deficientes e aos serviços de apoio aos tempos livres de crianças e adolescentes.
O peso dos idosos e dos grandes idosos (+80 anos) na estrutura populacional tem vindo a aumentar de forma significativa, devido, por um lado, à diminuição dos nascimentos e, por outro, ao aumento da esperança de vida.
A evolução das estruturas familiares é um dos fatores proeminentes de mudança nas sociedades contemporâneas colocando novos desafios em termos de necessidades sociais e à organização das respostas públicas e privadas com vista à promoção do bem-estar individual e coletivo no processo de envelhecimento.
A importância da participação da população idosa no mercado de trabalho constitui uma vertente importante na promoção do envelhecimento ativo, na redução da pobreza que afeta desproporcionadamente os idosos desempregados/pensionistas e na melhoria da sustentabilidade dos sistemas de pensões. O crescente peso da população idosa deve ser encarado não como uma ameaça, o que poderia constituir um potencial foco de tensão social entre as gerações. O emprego, em particular o autoemprego e o voluntariado permitem aos idosos uma participação ativa na sociedade, com efeitos significativos em termos de despesas de saúde e de bem-estar dos próprios. Para tal, os idosos devem manter-se ativos o maior período possível, de modo a poder conservar as capacidades físicas e mentais.
Deste modo, conforme se verifica uma saída do mercado de trabalho, deve também existir uma busca de atividades que compensem as que foram abandonadas trazendo, ao mesmo tempo, uma maior satisfação à vida dos idosos, tornando-os mais ativos.
Surge, assim, a importância das atividades ocupacionais não económicas como fatores que contribuem para se alcançarem tais objetivos, em particular, as atividades ligadas ao voluntariado.
De referir também o facto de que os dados censitários apontam para claras diferenças entre os diferentes territórios ao nível da sustentabilidade demográfica, destacando-se a Freguesia do Porto da Cruz e Santo da Serra (Município de Machico) como os territórios com maior caracter de desertificação e envelhecimento progressivo da população.
Em relação à emigração, analise detalhada das migrações populacionais apresentadas correspondem aos dados dos censos 2011, que não reflete de forma adequada a evolução do fenómeno da migração que iniciou a partir de 2008. A referida evolução do saldo migratório (N.º) por local de residência (dados INE) demonstra que mesmo em concelhos como Santa Cruz que sempre tiveram valores positivos de crescimento demográfico, começam a aparecer valores negativos, associados à emigração por razões económicas. Essa situação, em conjunto com os indicadores de desemprego, verifica-se que existe uma falta de oportunidades para criação de emprego, em particular para os jovens, pode implicar uma saída acentuada da população activa para locais com melhores condições económicas.
De forma a minimizar ou contrariar esse efeito é recomendada a criação de pontes de apoio à criação de iniciativas de promoção do programa junto da população emigrante (em particular, dos emigrantes recentes), tentando analisar de forma cuidada o impacto das iniciativas, visto que esta nova vaga pode não fazer uso do mesmo tipo de relações associativas e redes junto das comunidades emigrantes já constituídas.