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19.2.3-Apoio à cooperação para o desenvolvimento local

 

As regiões rurais da Zona de Intervenção sofrem claramente da desvantagem da base produtiva estar demasiado fragmentada, os operadores são na sua grande maioria demasiados pequenos para obterem massa crítica e economia de escala nas atividades com objetivo de produção primária, apoio ambiental e social às populações rurais.
Existem também associadas dificuldades inerentes à articulação entre diferentes regiões para além das condicionantes culturais já referidas na caraterização do território e na análise SWOT.
Como definição fundamental estabelece-se que cooperação é a criação e manutenção de um projeto em que pelo menos, duas ou mais entidades devem estar envolvidas num projeto comum. A operação de cooperação não é meramente uma operação de inovação ou uma operação direcionada para “cadeias de produção curtas” ou de “complementaridade com as atividades ambientais” a mesma tem o objetivo de fazer com que as entidades trabalhem em conjunto.
Deverá existir um sentido de criação de novas formas de cooperação, sendo direcionada para estruturas de cooperação a desenvolver, visto que um dos objetivos é o de promover alterações mensuráreis e reais nas metas a atingir. Esta servirá ainda para apoiar um grupo de entidades cooperantes já existentes, que solicitem apoio para desenvolver um novo projeto num conjunto diferente.

Áreas temáticas:

  • Apoio a projetos para desenvolvimento e comercialização de serviços turísticos relacionados com o turismo rural.

Criação de produtos e serviços turísticos relacionados com a inclusão de pequenos operadores de turismo rural sediados na zona de intervenção, com intuito de adquirirem as condições adequadas em termos de economia de escala. A mesma só poderá ser desenvolvida por um conjunto de microempresas de acordo com a Recomendação da Comissão de 2003/361/EC de Maio de 2003 (menos de 10 colaboradores afetos e a sua faturação ou lucro não ser superior a 2 milhões de euros). Apesar da diversidade de conteúdos que encontramos nos projetos de um único promotor previstos na medida de diversificação das atividades em espaço rural, podendo desenvolver-se em torno da natureza, da paisagem, da História, do património cultural, da gastronomia, do desporto, etc., os projetos de cooperação irão concentrar-se em dois eixos: o desenvolvimento de produtos turísticos e/ou a sua comercialização em comum.
Estes eixos encontram-se ligados, sendo que a comercialização dos serviços a desenvolver pressupõe a existência de uma oferta turística com uma identidade consolidada. Quando tal não acontece, é necessário qualificar primeiro a oferta, o que pode passar pela criação de uma rede de operadores, estabelecer padrões de qualidade e criar uma identidade unificadora. Isto para que, por um lado, os agentes turísticos sintam que a rede dá uma boa imagem do serviço e, por outro, que os clientes tenham a garantia de que encontram uma oferta de qualidade em toda a rede.

Como exemplo de iniciativas que podem ser elegíveis, incluem-se as relacionadas com a exploração de novos nichos de mercado, baseados na qualidade ambiental do serviço, na diversificação coletiva de serviços disponíveis ao cliente, na qualificação geral da oferta disponível, na criação de produtos e serviços integrados entre operadores turísticos, criação de “pacotes” integrados de serviços baseados que “vendam” numa perspetiva de autenticidade cultural, assente nos produtos e tradições locais que congreguem a gastronómica típica, o turismo ativo, o alojamento, a disponibilização de informação e interligação entre rotas temáticas complementadas com serviços de base local.

  • Promoção de cadeiras de abastecimento curtas e mercados locais e diversificação de atividades agrícolas.

As vendas diretas e as cadeias curtas agroalimentares contribuem para valorizar e promover os produtos locais e, simultaneamente, estimular a economia local, criar emprego, reter valor e população no território. A existência de sistemas agroalimentares locais, nomeadamente de mercados locais de produtores, estimula a economia local e uma maior interação social entre as comunidades rural e urbana,  favorecendo uma maior ligação das populações às suas origens, desempenhando funções que beneficiam os produtores, os consumidores, o ambiente e a economia local.

  • Diversificação das atividades agrícolas em atividades relacionadas com os serviços de saúde, integração social, agricultura apoiada pela comunidade e educação sobre o meio ambiente e alimentos.

Esta ação permite o apoio de iniciativas direcionadas para a “Agricultura Social” ou com carater social, de modo a desenvolver a prática agrícola com benefícios diretos para as comunidades em que as mesmas estão inseridas e desta forma promover a aproximação da prática agrícola com a aprendizagem, com a terapia (inclui reabilitação e reinserção social), com as escolas primárias, centros de reabilitação e inserção social, centros terapêuticos.
A agricultura social implica a integração de diferentes saberes no âmbito de uma exploração agrícola com o objetivo social, terapêutico e/ou pedagógico dos envolvidos.
Ao mesmo tempo, a agricultura social representa ainda uma nova oportunidade para os agricultores para facultarem serviços alternativos que ampliem e diversifiquem o âmbito da sua atividade e um papel multifuncional na sociedade. Esta integração entre as atividades agrícolas e sociais pode também oferecer aos agricultores novas formas de rendimento e melhorar a imagem da agricultura junto da opinião pública.
Como fator principal de demarcação em relação aos serviços básicos para a população rural é que esta ação é específica e direcionada para a ação cooperante entre diversas entidades (não só agricultores, mas também associações, escolas, entidades de apoio social e reinserção e profissionais de saúde).
As ações podem centrar-se nos seguintes públicos-alvo: Pessoas desfavorecidas, Alunos e Formandos, Beneficiários de Serviços de Apoio Social de Base Local, Inclusão Social, Utentes de Serviços de Recreio e Lazer e de utentes de centro terapêuticos, de cuidado de saúde e cuidados infantis.